quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Nota final do Museu do Ipiranga


(1153)


MUSEU DO IPIRANGA

O Museu Paulista Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, localizado dentro do Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, é um espaço amplo para visitação pública. Sua inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1895.

O prédio do museu é um monumento construído em homenagem à independência do Brasil. Por si já é uma obra de arte. Em exposição, encontramos uma maquete desse prédio, usada por muitos anos para estudos na USP. Encontramos também muitas peças das casas de brasileiros que viveram entre o século 19 e começo do século 20: mesas, cômodas, jogos de porcelana. Além disso, o primeiro andar contém vários veículos do começo do século 20, como carro de bombeiros e carruagens motorizadas. Outro destaque é a maquete que retrata a cidade de São Paulo no final do século 19. No salão nobre, há vários objetos da família real e o famoso quadro da independência, pintado por Pedro Américo, em 1888. Outro destaque é o lindo jardim na frente do edifício.



MUSEU DO IPIRANGA

Parque da Independência, s/n. °, Ipiranga, São Paulo, SP
Telefone: (011) 2065-8000
terça a domingo, das 9h às 17h.
http://www.mp.usp.br/

Foto: g1.globo.com/noticias/saopaulo/0..mul55328-5605,00html-53k:

Conhecendo um pouco sobre Marcos Bagno, Autor do Livro A Língua de Eulália


Marcos Bagno nasceu em Cataguases (MG), mas sempre viveu fora de seu estado de origem. Depois de ter vivido em Salvador, no Rio de Janeiro, em Brasília e no Recife, transferiu-se em 1994 para a capital de São Paulo, onde viveu até 2002, quando se tornou professor do Departamento de Lingüística da Universidade de Brasília (UnB), onde atua na graduação e nos programas de pós-graduação em Lingüística e em Educação. Coordena atualmente o projeto IVEM (Impacto do Vernáculo sobre a Escrita Monitorada: mudança lingüística e conseqüências para o letramento escolar).

Como escritor, Bagno iniciou sua carreira em 1988 ao receber o IV Prêmio Bienal Nestlé de Literatura pelo livro de contos A Invenção das Horas, publicado pela Editora Scipione (atualmente fora de catálogo).Vieram em seguida outros livros, a maioria deles dedicados ao público infanto-juvenil. Sua produção literária soma no momento quase 30 títulos. Outros prêmios importantes: "João de Barro" (literatura infantil, 1988), "Cidade do Recife" (poesia, 1988), "Cidade de Belo Horizonte" (contos, 1988), "Estado do Paraná" (contos, 1989) e "Carlos Drummond de Andrade" (poesia, 1989). Alguns de seus livros receberam da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil a classificação de "Altamente Recomendável". Desde 1997, tem se dedicado à produção de obras voltadas para a educação, como Pesquisa na escola: o que é, como se faz (Ed. Loyola), Machado de Assis para principiantes (Ed. Ática), O processo de independência do Brasil (Ed. Ática). Suas obras no campo da lingüística se concentram principalmente nas questões relativas à crítica do ensino da língua portuguesa nos moldes tradicionais, baseados exclusivamente nas noções pouco consistentes da gramática normativa e impregnados de preconceitos sociais. Seu primeiro trabalho nessa linha foi A língua de Eulália (novela sociolingüística), publicado pela Ed. Contexto em 1997 e desde então constantemente reeditado.Paralelamente, Bagno vem trabalhando como tradutor para algumas das principais editoras do país, e já traduziu mais de 50 livros do inglês, do francês, do espanhol e do italiano. Como intérprete simultâneo de conferências, soma mais de 1.000 horas de cabine em eventos nacionais e internacionais.
No campo da investigação científica e acadêmica, Bagno sempre se interessou pelo que diz respeito à linguagem humana em todas as suas manifestações. Diplomou-se em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde também obteve o título de Mestre em Lingüística com uma investigação sociolingüística sobre o tratamento da variação nos livros didáticos de português. Obteve o título de Doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) com uma tese sobre as discrepâncias entre a língua realmente utilizada pelos brasileiros e a norma-padrão conservadora, veiculada pelas gramáticas tradicionais, pelos livros didáticos e pela mídia, que se baseiam em doutrinas ultrapassadas e não refletem a realidade da língua viva. A tese, orientada pelo Prof. Ataliba de Castilho e co-orientada pela Profa. Marta Scherre, foi publicada em agosto de 2000 pela Ed. Loyola com o título Dramática da língua portuguesa (atualmente em 3a. edição).
A militância de Bagno contra toda forma de exclusão social pela linguagem se tornou mais conhecida depois da publicação do livro Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (Ed. Loyola) que, desde seu lançamento, em 1999, vem sendo reeditado de modo ininterrupto e constante, com uma edição nova a cada mês. Ao atingir a 36a edição, em 2005, a obra já tinha ultrapassado a marca dos 150.000 exemplares vendidos.
Graças a esta militância em favor do reconhecimento da riqueza e do valor das múltiplas variedades lingüísticas que compõem o universo da língua portuguesa do Brasil, Bagno vem sendo convidado a ministrar cursos, palestras e conferências nas mais diversas regiões do país. Em 2004, foi coordenador-adjunto da avaliação dos livros didáticos de português para o ensino médio (PNLEM), processo executado pelo Ministério da Educação. No mesmo ano, a convite do Ministério das Relações Exteriores, esteve na Argentina, no Paraguai e no Uruguai para discutir questões relativas ao ensino do português brasileiro para estrangeiros.
Em 2001, publicou o livro Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa (Parábola Editorial, 2001; 5a. ed., 2005), que propõe uma metodologia para a introdução da prática da pesquisa em sala de aula como ferramenta pedagógica para substituir a prática tradicional das "aulas de gramática". Organizou os volumes Norma lingüística (2001) e Lingüística da norma (2002) (ambos pelas Ed. Loyola) e Língua materna: letramento, variação & ensino (Parábola, 2002). Traduziu História concisa da lingüística de Barbara Weedwood (Parábola, 2002) e Para entender a lingüística de Robert Martin (Parábola, 2003). Retomando seu trabalho de ficcionista, Bagno escreveu O espelho dos nomes (Ática, 2002), uma aventura pelo reino fascinante da linguagem, dedicada ao público infantil e juvenil. Em 2005, publicou mais três livros dedicados ao público infanto-juvenil: Murucututu: a coruja grande da noite (Ática), Uma vida de conto de fadas: a história de Hans Christian Andersen (Ática) e A Lenda do Muri-Keko (Ed. SM).Seu trabalho mais recente no campo da sociologia da linguagem é o livro A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira (Parábola Editorial, 2003; 4ª. Ed., 2005), em que retoma a discussão sobre o preconceito lingüístico a partir da reação da imprensa brasileira à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da república. Discute os problemas que envolvem a expressão "norma culta" e propõe novos termos e conceitos para uma análise mais precisa da realidade sociolingüística do Brasil. Examina as relações entre língua e poder na sociedade brasileira, numa perspectiva histórica, desde o período colonial até os dias de hoje.Seus livros têm sido amplamente adotados como material de leitura e discussão nos cursos de Letras, Educação e Comunicação Social de várias universidades.

Resenha do Livro A Língua de Eulália (Novela Sociolingüística) de Marcos Bagno (Segunda versão revisada)


(1976)


As diferentes formas de falar.

A obra de Marcos Bagno, “A língua de Eulália”, da editora contexto de 2005 que contém 215 páginas, publicado em 1997, é uma novela sociolingüística. O livro trata de um ponto bem interessante em relação ao preconceito lingüístico, pois muitas vezes tais preconceitos são indicados como diferenças lingüísticas.

Tudo começa com a chegada de três estudantes que vão curtir as férias de inverno na cidade paulista de Atibaia, na casa de Irene, tia de uma das estudantes.

A novela procura mostrar que o uso de uma linguagem diferente nem sempre pode ser considerado um erro de português. O modo diferente das pessoas falarem pode ser explicado por ciências como a lingüística, a história, a sociologia e até mesmo a psicologia.

Essa questão é introduzida com a observação do modo de falar de Eulália, a empregada e amiga de Irene, que pronuncia palavras consideradas erradas, pelas jovens estudantes, como os “fósfo”, “os home”, “as prata”, “os broco” etc. Na verdade estas palavras são variações de pronuncia e, por isso não podem ser vistas pelos educadores como erradas ou pobres e, sim, de diferente padrão.

O livro apresenta uma conversa entre as estudantes e Irene que é professora e também doutora em Lingüística. Ela chama a atenção das estudantes para que reflitam se realmente a língua que se fala no Brasil é o português uma vez que os brasileiros não compreendem o português falado em Portugal.

Durante o livro todo Irene, explica que o que existe, na verdade, que são variações do português. Sendo assim, Irene marca a diferença entre a língua falada, o português padrão e o português não padrão e suas regras.

Que por mais que sejam diferentes as formas de pronuncias de cada individuo, o autor deixa claro e explica cada forma de expressão falada no Brasil.

O livro faz com que o leitor tenha uma visão mais ampla em relação nossa complexa língua, levando-o a deixar de lado o preconceito lingüístico existente em nossa sociedade.